Do lixão ao internato — cedo demais.
Comecei a vida catando reciclável no lixão da Ponte Mauá, em Coronel Fabriciano. Metano queimando embaixo dos pés. A fome ali era de verdade — minha tia mesma já desmaiou catando no meio do lixo. Aos nove anos, fui morar na FUMIC, uma instituição do Estado para crianças em risco — foram sete anos ali dentro, entendendo cedo demais que a minha vida ia depender de mim e da minha fé.